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Por que a caderneta de poupança não é um bom investimento?

setembro 10, 2018 - 12:14 pm
Investir é, com certeza, um dos melhores caminhos para se atingir a liberdade financeira e a realização de muitos sonhos. No entanto, apesar de parecer muito simples aplicar seu dinheiro, deve-se tomar cuidado para não fazer isso de maneira errada. A escolha da poupança como investimento é um grande equívoco, apesar de ser a opção da maioria das pessoas. Pergunta que sempre recebo de meus clientes e amigos: Vale a pena investir na poupança? Não, não e não!  Através de pesquisa efetuada pelo CNDL, a caderneta de poupança é o tipo de investimento mais conhecido pelos brasileiros, 92%. Em seguida vem os títulos de capitalização (57%), os planos de previdência privada (53%), as ações em bolsas de valores (42%), os fundos de investimentos (34%), o Tesouro Direto (25%) e os CDBs (25%).  Apesar de ser a modalidade de investimento mais popular entre os brasileiros, ela não é a aplicação mais segura, tampouco a mais rentável.  A poupança é um dos instrumentos de captação mais vantajosos para bancos, mas do ponto de vista do poupador não é um bom investimento. Mais receita para a instituição financeira nos investimentos implica em menor rentabilidade para você. As vantagens da poupança em relação a outros investimentos são a garantia do FGC – Fundo Garantidor de Crédito (em caso de quebra do banco, o poupador recebe o dinheiro investido até o valor de 250.000 reais) e a isenção do Imposto de Renda. O grande problema, entretanto, é sua baixa rentabilidade. Desde maio de 2012, ela varia conforme a Taxa Selic. Toda vez que a taxa está maior do que 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais TR (Taxa Referencial). Quando os juros básicos estão em 8,5% ao ano ou abaixo disso, a rentabilidade da caderneta diminui, e passa a ser de 70% da Taxa Selic anualizada mais a TR. Em momentos de queda dos juros básicos da economia, a caderneta também é penalizada.  Descontando-se impostos e custos operacionais, a poupança perde há 20 anos para o Tesouro Selic, que é a aplicação mais conservadora do Tesouro Direto. Ao longo dos anos, sempre apresentou a pior rentabilidade em um comparativo com a grande maioria dos investimentos.  O motivo de continuar sendo a preferida dos brasileiros, apesar disso, é o desejo de evitar perdas, levando 56,1% dos "investidores" a colocar o seu dinheiro na poupança. Mal sabem eles que, ao fazer isso, já saem perdendo. A poupança não deveria nem ser considerada investimento. Com a inflação atual, equivale JOGAR DINHEIRO FORA. Não proporciona ganho real. Além da baixa rentabilidade, uma grande desvantagem da caderneta de poupança é a necessidade de se respeitar a data de aniversário para receber seus rendimentos. Se a data for o dia 15, por exemplo, e você resgatar o dinheiro antes, no dia 8, não vai receber nenhum retorno, apenas o dinheiro investido de volta. 

O que fazer então para investir com risco baixo?

Mas você deve estar pensando então: Onde pode investir com mais rentabilidade, sem correr grandes riscos? A resposta não é uma só, você pode escolher entre CDB, Tesouro Direto, Fundos e até mesmo em ações. Qualquer um desses investimentos é melhor do que deixar o dinheiro na caderneta poupança. Não faça isso se seu único motivo for o MEDO de investir onde você não conhece! Se você nunca investiu em Tesouro Direto, por exemplo, pesquise sobre o assunto, e logo descobrirá que não existem grandes mistérios de como fazê-lo. Pode-se dizer a mesma coisa em relação aos fundos. Estude as opções em bancos e corretoras. Fique atento à rentabilidade, tenha cuidado com as taxas e invista com segurança. Já o mercado de ações é, certamente, o que apresenta os maiores riscos. Em compensação, é o que oferece as maiores possibilidades de ganhos. Investir em ações requer conhecimento e estudo, mas também não é nenhum mistério depois que você aprende. O ideal mesmo é diversificar, investir, se possível, tanto em CDB, tesouro direto, fundos e ações.

Não sei nada sobre investimentos. A quem recorrer para me ajudar?

Se eu puder dar apenas um conselho, eu lhe direi o seguinte: o gerente do banco não deve ser seu consultor Financeiro, pois há um claro conflito de interesses nessa relação. O gerente trabalha para o banco, e portanto deve gerar receita para ele. Procure a ajuda de um planejador financeiro autônomo, sem vínculo com nenhuma instituição financeira. Sem subordinação, sem comissão sobre os investimentos indicados. Ele é o único capaz de cuidar do seu dinheiro com total isenção, buscando as melhores opções para o seu perfil, respeitando suas individualidades como investidor.

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