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O comportamento humano e os maus hábitos com o dinheiro

abril 30, 2018 - 12:02 pm

Como muitos de nós sabemos, os maus gastos e o comportamento humano de não saber economizar podem ser hábitos muito difíceis de quebrar.

Mesmo quando queremos poupar para a aposentadoria ou parar de consumir coisas desnecessárias. Nossas melhores intenções podem ser ultrapassadas por impulsos e velhas rotinas.

Tudo isso não é surpresa, pois as finanças estão ligadas aos nossos  comportamentos. Apesar de acharmos que são decisões racionais, na verdade são as nossas emoções que determinam as nossas escolhas quando o assunto é dinheiro.

Segundo o prêmio Nobel de Economia de 2017, Richard Thaler, "preferimos comprar algo que nos satisfaça hoje em vez de um ganho futuro. Essas preferências podem nos levar a decisões pouco coerentes." Sua premissa básica é de que os seres humanos não são sempre racionais. E que suas escolhas são baseadas em questões subjetivas e culturais.  Muitas vezes, esses fatores podem pesar até mais do que a racionalidade. A linha de pesquisa de Thaler, conhecida como economia comportamental, humaniza a economia.

Outros estudos também mostram como a psicologia afeta a nossa relação com o dinheiro. Além de impactar nossa vida financeira, gerando dívidas, consumo compulsivo, descontrole financeiro e tantos outros problemas, em uma área de muita importância para nossa sobrevivência.

Onde o comportamento humano pode sabotar as finanças pessoais?

Sobretudo, um dos grandes erros é pensar demasiadamente no presente e esquecer de nos prepararmos para o futuro. Portanto, o fato dele nos parecer muito distante nos leva a não poupar o suficiente para a aposentadoria, pois sempre achamos que teremos tempo suficiente para isso mais tarde. Além disso, um outro erro é ser excessivamente otimista, minimizando o quanto as coisas ruins podem acontecer.

Apesar de haver pessoas pessimistas, ou melhor, mais precavidas,  a população em geral é excessivamente despreocupada quando o assunto é poupar para a velhice. É especialmente relevante que as pessoas normalmente não pensam que podem precisar de um seguro de vida, ou que correm o risco da perda de emprego. Além de crises econômicas ou até mesmo problemas de saúde.

Há confiança excessiva de que esse tipo de coisas não vão acontecer com a gente. Assim, a tendência é não escutar a realidade quando alguém lhe diz algo que você não quer ouvir por achar inconveniente mudar. Esse é um comportamento típico do brasileiro.

Nós, que vivemos “num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”, e que nunca enfrentamos guerras, invernos rigorosos ou terremotos, não crescemos com o hábito de guardar para tempos difíceis.

Aversão à perda

A aversão à perda é outro comportamento negativo. Psicologicamente, um prejuízo tem sempre uma magnitude muito maior do que um ganho da mesma proporção em nossas mentes.  Quando coisas boas acontecem, experimentamos uma felicidade passageira. Mas o que realmente nos marca e nos acompanha é o que dá errado. Vários estudos afirmam que pessoas comuns sentem a sensação de perda de duas a três vezes mais intensamente do que a alegria por um ganho proporcional. E isso nos causa medo de assumir riscos quando se trata de dinheiro. Admitir um fracasso financeiro nos envergonha. Portanto, isso é um dos motivos que nos leva a ser tão tão conservadores no momento de investir.

Mudanças comportamentais, em geral, não são tarefas simples

Assim, quando se fala sobre dinheiro, a questão é ainda mais complexa, portanto requer um grande esforço para que novos hábitos sejam assimilados. Tornando-se naturais. A alteração  de comportamentos por necessidades financeiras passa necessariamente por algumas etapas, através das quais saímos da nossa zona de conforto e introduzimos costumes virtuosos em nosso cotidiano.

São elas:

Desequilíbrio:

É o momento de instabilidade quando percebemos que precisamos tomar um outro caminho em nossa relação com o dinheiro.

Normalmente ocorre com a chegada das dívidas, que costumam provocar crises internas, abrindo espaço para que ideias e dúvidas tomem conta dos pensamentos.

Desconstrução:

Em primeiro lugar, sobre a reflexão sobre a substituição de antigos hábitos consolidados por novos comportamentos, levando à mudança da situação atual. Se por um lado surge a ansiedade, por outro a motivação aumenta.

Aceitação:

Momento em que se percebe que a mudança é inevitável. Os novos comportamentos passam a fazer parte da rotina, mas precisam se tornar hábitos. É uma boa hora para colocar em prática ensinamentos teóricos de educação financeira.

Novos comportamentos:

Uma realidade diferente é interiorizada, e com ela acontece a mágica da consolidação dos novos comportamentos.

Portanto, a mudança provoca desconforto, o que é normal. Provavelmente, algumas pessoas podem se sentir paralisadas nesta etapa, permitindo que seus comportamentos mais impulsivos. Como o excesso de consumo, a impeçam de seguir adiante. O medo de não conseguir faz com que elas estacionem ou até mesmo desistam de suas conquistas.

Nesses casos, o apoio de um profissional da área pode ser fundamental.

Como resultado, a reformulação de atitudes é fundamental para uma nova vida financeira. A tranquilidade é conquistada com coragem para encarar a realidade e modificar a relação com o dinheiro. Não adianta tentar camuflar os problemas ou deixar para depois. Tenha sempre consciência do seu momento financeiro atual. Prevenindo-se assim contra o endividamento e inseguranças quanto ao seu futuro e de sua família.

A educação financeira vai ajudar você a entender o que é preciso mudar!

Vamos lá?

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