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O dinheiro traz felicidade?

julho 2, 2018 - 12:19 pm

Responda rapidamente, sem julgamentos, apenas de acordo com sua percepção pessoal. Dinheiro traz felicidade? Se a resposta que veio à sua mente é sim, não precisa se sentir culpado.

A ONU pensa exatamente como você. O World Happiness Report, um relatório anual feito pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável daquela instituição, mede o índice de felicidade de 156 países com base em seis pilares. São eles: renda, liberdade, confiança, expectativa de vida, generosidade e apoio social. 

Ou, seja, de acordo com os critérios utilizados, países mais ricos tendem a ter cidadãos mais felizes. Os campeões dessa lista não são os ensolarados e musicais países tropicais. Nos últimos quatro anos, os quatro países que se revezaram na primeira colocação do ranking, estão todos na Europa. Foram Dinamarca, Suíça, Noruega e Finlândia, a atual líder do ranking. Apesar de passarem boa parte do ano embaixo de neve, a sensação generalizada de segurança faz desse pessoal a parcela mais feliz da população mundial.

O que é felicidade?

Mas o que é mesmo que significa “ser feliz”? E quanto o dinheiro contribui para alcançar esse estado de espírito? Ele entra nessa equação na medida em que proporciona uma sensação de segurança, melhor saúde, menos estresse.

Entretanto, uma vez que as necessidades básicas são satisfeitas, a quantidade de felicidade obtida com cada real adicional de renda diminui drasticamente. Ter pouco dinheiro está associado a estados de sofrimento emocional, isso é certo. Mas o dinheiro não compra mais felicidade, ele apenas é um facilitador para alcança-la, uma vez que dá ao seu dono poder de escolha.

É interessante ver que as escolhas que o dinheiro nos permite fazer aumentam nossa sensação de felicidade. Podemos dar como exemplo a filantropia, uma das formas mais citadas pelas pessoas como fonte de satisfação pessoal, embora não envolva a aquisição de nenhum bem material. As lembranças e experiências também costumam ter um valor bem maior do que o simples consumo.

Afinal, certas coisas não tem preço! Você pode passar a vida perseguindo objetivos como comprar uma casa, um carro, roupas de grife. Mas, no final, pode acabar com aquela sensação de que ficou faltando um algo mais no seu caminho, como um pôr do sol em Santorini, férias em Paris, ou simplesmente ter passado mais tempo com a família e os amigos.

Então sim, o dinheiro é importante para fornecer escolhas e experiências. E essa é provavelmente a principal razão pela qual pessoas mais ricas relatam níveis mais altos de felicidade.

Mas se o dinheiro pode comprar felicidade, por que não compra?

Porque não sabemos gastar! Muitas vezes as pessoas que possuem muito dinheiro não tem vidas mais felizes. A riqueza é uma oportunidade para a alcançar a felicidade, mas nem todos sabem como aproveitá-la!

Investir em experiências é melhor, dizem as pesquisas. Depois de passar dias escolhendo o melhor carro, em pouco tempo ele será apenas um meio de transporte, dia após dia, e perderá o encanto, assim como os relógios, as joias, as roupas, o celular de última geração.

Mas a memória de ver o mar em um lugar paradisíaco continua causando uma boa sensação por toda a vida. É mais comum pensar sobre a viagem dos sonhos do que parar durante o dia para apreciar o celular novo ou o carrão na garagem, concorda?

O planejamento financeiro pode ajudar em ter mais felicidade? 

Um bom planejamento financeiro pode sim ajudar a ser feliz, pois é uma ferramenta para alcançar a independência financeira. E, assim ser mais livre para fazer suas escolhas de vida, sem limitações de orçamento. É uma forma inteligente de garantir o futuro que você sonha, sem que para isso você tenha que sacrificar seu presente além do razoável.

Então, pergunte a si mesmo: o que lhe faz feliz? Que tipo de escolhas você quer ser capaz de fazer? Em seguida, faça um planejamento financeiro, com um plano de ação que não só atenda às suas necessidades de longo prazo. Assim como também permita que você satisfaça sua qualidade de vida e desejos de curto prazo. Afinal, o dinheiro foi para trazer felicidade para aqueles que sabem como usa-lo!

Aceite apenas um conselho. Se quer realmente ser feliz, esqueça de uma vez por todas aquela mentira que nos contaram a vida toda sobre sermos o povo mais feliz do mundo.

Por mais sol, praia, samba e bom humor que o brasileiro possa ter, a gélida Finlândia está aí para provar que, sem segurança, saúde e educação, não há calor que dê jeito. Portanto, meu amigo, mova-se! Porque Deus não é brasileiro, mas continua ajudando quem cedo madruga.

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