Tecnologia & Blockchain

Blockchain: Aprofundar para não afundar

janeiro 17, 2019 - 4:54 pm

Vamos dar continuidade nas publicações sobre o blockchain. Dessa vez, vamos aprofundar mais o funcionamento desta tecnologia que vem revolucionando os meios de pagamentos online e toda uma estrutura financeira mundial.

Isso se deve por conta da confiabilidade que ele tem efeito. É necessário estudar um pouco mais sobre as tecnologias inovadoras para não afundar quando a tsunami chegar.

Nós definimos uma moeda digital (unidade monetária digital) como uma cadeia de assinaturas digitais:

Cada dono pode transferir a moeda para o próximo dono assinando o hash. O hash é um código baseado na transação; ele representa a transação para todos os efeitos práticos.

Assinar digitalmente o "hash" é equivalente a assinar a transação inteira da transação anterior acompanhada da chave pública.

A criptografia de chave pública é aquela onde duas chaves diferentes são utilizadas. A chave pública encripta a mensagem, mas é preciso conhecer a chave privada para decriptá-la. Ela pode ser amplamente divulgada sem quebra da segurança. 

O Blockchain

O blockchain é uma rede de computadores ligados que funciona com blocos digitais encadeados. Aliás, eles são muito seguros e sempre carregam um conteúdo junto a uma impressão digital.

"A solução que propomos começa com um servidor de carimbo de data/hora. Um servidor de carimbo funciona obtendo um hash de um bloco de itens a ser carimbado, e divulgando amplamente este hash, talvez num jornal ou num post da Usenet". NAKAMOTO, Satoshi.

No caso do Bitcoin, esse conteúdo é uma transação financeira. Portanto, que acontece aqui é que o bloco posterior vai conter a impressão digital do anterior, mais seu próprio conteúdo. Ou seja, com essas duas informações, gerar sua própria impressão digital.

O hash é uma função matemática que pega uma mensagem ou arquivo. Ele gera um código com letras e números que representa os dados que você inseriu. Assim, Sinteticamente o hash reúne uma quantidade enorme de dados e transforma em uma pequena quantidade de informações.

É a “impressão digital” de algum arquivo, ou, no caso do blockchain, de um bloco. Nesse sistema de blocos encadeados, essa impressão digital é fundamental onde o hash vai legitimar com a sua assinatura o conteúdo do bloco. Ou seja, caso qualquer informação seja alterada, o hash é alterado.

Quando é gerado um bloco novo que também contém o hash do anterior, cria uma espécie de selo onde é possível verificar e sinalizar se algum bloco foi alterado, para então invalidá-lo.

Informações armazenadas

Essas informações de blocos, aliás, são escritas no ledger ou livro-razão que é por onde todas as transações, no caso do Bitcoin, ficam gravadas e depois de escritas, elas não podem ser apagadas.

Cada rede de bloco, ou blockchain, tem “nós”, que agrupam participantes que têm o mesmo interesse; no Bitcoin, é transferir dinheiro.

Esses nós podem ser tanto transacionais ( escrevem ou geram blocos) quanto mineradores, (verificam se o bloco escrito é válido).

"Como você deve ter imaginado, é daí que vem o termo minerar bitcoin. Desde o começo, o blockchain é tão seguro por um mecanismo de consenso de prova de trabalho, que usa poder de processamento para resolver cálculos matemáticos muito complicados. Isso para assegurar que o hash criptográfico do bloco é válido. Sendo assim, quando alguém resolve a operação e consegue validar o bloco, recebe uma recompensa – as outras pessoas da rede também conseguem confirmar que o resultado é correto". PRADO, João.

Desta forma, estamos em um mergulho de cabeça dentro da funcionalidade da tecnologia do blockchain. Portanto, iremos mais fundo na próxima publicação para introduzir o entendimento de como essa tecnologia está sendo apropriada. Não só pelas pessoas, mas por empresas de todos os setores revolucionando o meio de navegar pela Internet.

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