Mineração

Como funciona a mineração?

abril 19, 2018 - 12:16 pm
O processo de mineração é responsável por gerar novos bitcoins e manter a segurança da rede. Além disso, é por meio desse trabalho que os usuários podem adquirir novas moedas sem que haja compra ou troca. Antes de tudo, é necessário compreender o trabalho de um mineiro.

Em que consiste o trabalho de um mineiro?

Basicamente, o trabalho de um mineiro consiste em disponibilizar seu computador para validar as transações de bitcoin. São essas validações que garantem que a rede estará sempre em segurança e que um usuário mal-intencionado não vai tentar enviar as mesmas moedas para pessoas diferentes ao mesmo tempo. Quando uma transação nova chega ao sistema, os mineradores recebem os dados e iniciam o processo de mineração. Todos os usuários que aceitam a ação passam a fazer parte de um nó, também conhecido como rede ponto-a-ponto (P2P). Dessa forma, a transação precisa passar por todas as pessoas envolvidas nesse nó para que ela seja validada e avance para a próxima fase. Quem determina a quantidade de validações que a transação vai receber é o próprio usuário, mas quanto mais, melhor.

Validação das transações depende de cálculos matemáticos

A etapa seguinte é a de resolução de cálculos matemáticos. Cada máquina deve solucionar problemas matemáticos de alto grau de dificuldade em um tempo de 10 minutos. Se não houver resposta até o término desse tempo, um novo desafio é proposto, até chegar a uma resolução correta. O minerador que solucionar o problema primeiro, ganha uma recompensa em bitcoin. Assim que a etapa é concluída, os demais usuários que formam o nó são avisados e devem validar a ação para que o vencedor possa receber as suas moedas.

Mineiros são recompensados em bitcoin por blocos validados

A cada bloco validado, um mineiro recebe uma determinada quantidade de bitcoins como recompensa. Atualmente, esse valor é de 12,5 bitcoins, mas a cada quatro anos, esse número é reduzido pela metade. Isso ocorre porque existe uma regra para a quantidade de criptomoedas que podem ser geradas. Ao criar a rede, Satoshi Nakamoto determinou que só poderiam existir 21 milhões de bitcoins no mundo. A intenção dele era criar uma escassez digital, que consequentemente tornaria o bitcoin mais valioso graças à demanda do mercado. A estimativa de Nakamoto é que a produção das criptomoedas chegue ao fim em 2140.

Um bitcoin é divisível em até oito unidades

Embora o número da recompensa dos mineiros diminua ao longo do tempo, esses usuários ainda poderão dividir cada moeda em pequenas quantidades. Um bitcoin equivale a 1.000.000 bits e cada criptomoeda pode ser dividida em até oito casas decimais, as sub-unidades. Escassez digital aumenta a competividade entre os mineiros Essa escassez proposta por Nakamoto deve aumentar ainda mais a competitividade entre os mineiros. Isso porque vai ficar cada vez mais difícil encontrar blocos válidos para minerar. Outro fator que colabora para a competitividade é fato de que o bitcoin está se popularizando cada vez mais. Com isso, o número de pessoas interessadas em adquirir a moeda tende a aumentar, seja por meio de compra ou pela mineração. Quanto mais pessoas disponibilizam seus computadores para minerar a criptomoeda, mais difícil esse processo se torna porque só recebe moedas em troca o usuário que conseguir validar o bloco primeiro.

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