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Bolsonaro desiste de privatizar Caixa, Banco do Brasil e Petrobras

outubro 4, 2019 - 1:45 pm

O secretário especial de Desestatização, Desinvestimentos e Mercados, Salim Mattar, afirmou ontem que governo Jair Bolsonaro não vai privatizar a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e a Petrobras.

Segundo ele, essa é uma decisão do presidente Jair Bolsonaro, que é favorável as privatizações e a redução do tamanho do estado. "O governo Jair Bolsonaro não vai privatizar a Caixa, a Petrobras e o Banco do Brasil. Não está no nosso mandato para privatização", disse.

Mattar ainda afirmou, portanto, que as eventuais divergências que existiam entre ministros do governo sobre a venda de estatais não existem mais. Em entrevista nos primeiros meses de governo, o secretário declarou que encontrou resistência de ministros para vender algumas estatais.

"Há um alinhamento entre os ministros. Hoje está claro que o candidato eleito Jair Bolsonaro, com 57 milhões de votos e 55% dos eleitores, teve um mandato garantido pelo povo. Todos disseram que queriam reduzir o tamanho do estado. Decorridos esses meses, os ministros estão alinhados", disse Salim Mattar .

Governo já mapeou empresas públicas

Além de definir que estatais não serão vendidas, o secretário especial de Desestatização afirmou, dessa forma, que o governo já mapeou as empresas públicas que dependerão de autorização do Congresso Nacional para serem vendidas. Entre elas, estão os Correios, a Casa da Moeda e a Eletrobras.

No entanto, ao deixar uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que é favorável à privatização da Eletrobras e Correios. Entretanto, ele declarou que a eventual venda da Petrobras não é uma unanimidade na sociedade e no Legislativo.

"Não consigo responder de forma genérica sobre privatizações. Sou a favor da privatização da Eletrobras. Acho que o custo da administração da Eletrobras prejudica muito o Estado brasileiro. Dessa forma, isso acaba gerando prejuízo à sociedade. Esse é um caso importante", destacou Rodrigo Maia .

Com informações do UOL

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