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Bitcoin consome tanta energia quanto a Suíça, mas impacto continua ínfimo

julho 6, 2019 - 4:47 pm

De acordo com um novo estudo, o poder de computação necessário para suportar o Bitcoin consome tanta energia quanto o país inteiro da Suíça. O sistema usa cerca de 0,25% do consumo global de energia. No entanto, as evidências mostram que o impacto sobre as mudanças climáticas no mundo é "insignificante".

Pesquisadores da Universidade de Cambridge desenvolveram uma ferramenta online para estimar o consumo em tempo real da rede. Assim, o Índice de Consumo de Eletricidade de Bitcoin de Cambridge (CBECI) colocou o consumo anual da criptomoeda em torno de 60,45 TWh. 

As demandas de eletricidade do Bitcoin vêm do poder de computação necessário para minerar a criptomoeda. À medida que a rede cresce, aumenta também o consumo de energia para resolver enigmas matemáticos complexos.

O índice foi desenvolvido em resposta a preocupações crescentes sobre a sustentabilidade e o impacto ambiental da mineração de Bitcoin. Dessa forma, o CBECI fornece uma plataforma neutra e objetiva para informações confiáveis ​​sobre o consumo de eletricidade do Bitcoin.

Comparações

Usando terawatts-hora (TWh) como a unidade padrão para medir o consumo de energia, os pesquisadores colocaram suas descobertas em perspectiva comparando-as com outros usuários de eletricidade.

Portanto, se o Bitcoin fosse um país, seria classificado na posição 42 no mundo pelo consumo anual de eletricidade, sendo que está acima da Suíça (44), Grécia (46) Hong Kong (55), Nova Zelândia (56) e Dinamarca em (60).

O consumo anual total do Bitcoin é aproximadamente 64,15 TWh. Por outro lado, o consumo anual da China é superior a 5.564 TWh.

Do total da produção global de energia renovável, a hidroeletricidade poderia alimentar toda a rede Bitcoin 77 vezes. Além disso, os biocombustíveis e resíduos 11 vezes e a energia eólica 26 vezes.

Na pesquisa de Cambridge, a comparação final examina o uso ineficiente de energia e estima que a quantidade de eletricidade consumida a cada ano por "dispositivos domésticos sempre ativos, mas inativos nos EUA" poderia alimentar a rede Bitcoin por quatro anos.

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