Noticias

Criptomoeda da Coreia do Norte será semelhante ao Bitcoin

setembro 21, 2019 - 3:25 pm

A Coreia do Norte está desenvolvendo um ativo digital na tentativa de evitar sanções internacionais e contornar o sistema financeiro global dominado pelos EUA. De acordo com Alejandro Cao de Benos, oficial encarregado das conferências de criptoativos, a criptomoeda da Coreia do Norte deve ser semelhante ao bitcoin.

Pyongyang, capital da Coreia, há muito tempo mostra interesse em criptomoedas. Recentemente, o país reuniu especialistas locais e empresas do exterior em uma conferência sobre blockchain e ativos digitais. A moeda digital que ainda não tem nome está em seus estágios iniciais de criação do token. Conforme rumores, ainda não passou da fase de estudos.

A Embaixada da Coreia do Norte na ONU, em Nova York, não confirmou nem negou essa informação. Mas, pessoas próximas do regime afirmam que o país já tem o conhecimento necessário para criar e implantar sua própria criptomoeda. Dessa forma, seria possível fugir das sanções norte-americanas.

De fato, a Coreia do Norte tem demonstrado interesse em criptomoedas, mostrando experiência em mineração. Segundo Kayla Izenman, analista de pesquisa do Royal United Services Institute de Londres, a Coreia tem o conhecimento técnico necessário para desenvolver e utilizar criptomoedas. Portanto, a suposta criptomoeda da Coreia do Norte pode se tornar realidade, disse Kayla.

Criptomoeda da Coreia do Norte

Embora o bitcoin ofereça algum anonimato, Pyongyang seria capaz de controlar como funciona e quem tem acesso a sua criptomoeda. O país voltou-se repentinamente para criptomoedas com o objetivo de arrecadar dinheiro. 

No mês passado, hackers norte-coreanos patrocinados pelo governo foram acusados ​​de roubar criptomoedas, minerá-las e usá-las para evitar restrições impostas aos sistemas bancários tradicionais. Assim, acumularam US$ 2 bilhões em moeda fiduciária e digital nos últimos anos para ajudar a pagar pelo programa de armas do país, de acordo com um relatório da ONU.

O relatório ainda ressalta que desde 2018, Jonathan Foong Kah Keong, que vive em Cingapura, tem ajudado a Coreia do Norte a evitar sanções por meio de uma empresa em Hong Kong chamada Marine Chain que vende tokens digitais por propriedade parcial de navios marítimos.

De acordo com a investigação da ONU, a plataforma poderia ser usada para gerar dinheiro para o regime. Além disso, pode ser usada como um meio para evitar sanções ao transporte marítimo.

Em 2017, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang começou a oferecer aos alunos de graduação um curso intensivo de criptomoedas e blockchain. Federico Tenga, fundador italiano da startup de bitcoin Chainside, viajou para Pyongyang para ensinar dezenas de estudantes do país sobre bitcoin e blockchain.

Comentário

Notícias mais relevantes