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Criptomoeda é a “evolução natural” do dinheiro, diz co-fundador do Ethereum

setembro 27, 2018 - 1:02 pm
Para o fundador do ConsenSys e co-criador do Ethereum, Joseph Lubin, a criptomoeda é vista como a evolução natural do dinheiro.  Essa declaração foi pontuada por ele em um artigo, de sua autoria, publicano no portal Quartz, na última terça-feira.  Para embasar seu raciocínio, Lubin trouxe referências históricas. Começou destacnda a desconfiança que as pessoas ficam a cada momento que é "criada uma nova representação para gerenciar o mundo físico".  Em seguida, lembrou da inovação do dinheiro; saindo do metal e sendo utilizado pelas cédulas de papel. Esse marco causou, de ínicio, um grande cetismo das pessoas e essa descrença perdurou por muito anos. Em seguida, as mudanças tecnológicas do dinheiro também enfrentaram a mesma descredibilidade até serem aceitas, conforme ele relata:  "O mundo europeu continuou a resistir ao dinheiro representativo até o século XVII. Formas posteriores de dinheiro derivado, transferidas eletronicamente por fios e redes de computadores, também levaram tempo para serem compreendidas e aceitas". Posterior a esse contexto, Lubin fez uma analogia que a criptomeda é uma atualização desse fascínio e cetismo. Isso porque, toda a criptografia que a cerca é na verdade, a fórmula do século XXI em representar o papel-moeda. Aliás, ao dinheiro tradicional, ele o adjetivou de frágil e acrescentou as características positivas das criptomoedas. Além de ver a criptomoeda como a evolução do dinheiro, ele ainda pontuou outros atributos do ativo digital. Entre eles, a ruptura com a interferência do Estado ou instituições financeiras, a descentralização e o controle dos usuários sobre suas próprias moedas. "Criptomoeda é, em muitos aspectos, uma evolução natural dos sistemas representacionais anteriores, embora um que favoreça a verdade sobre o poder sancionado pelo Estado. Ao contrário dos sistemas de propriedade administrados pelo governo (e dos veículos financeiros que o seguiram), seus protocolos minimizam a necessidade de confiar em outros atores do sistema. É um sistema de confiança peer-to-peer que também é radicalmente descentralizado e aberto".

Criptomoeda é um novo sistema de representação para o futuro

Lubin também explorou sobre outras vantagens, com as quais enfatiza que a criptomoeda é a evolução do dinheiro.  Ele citou que o ativo tem a possibillidade de fornecer informações, reduzir custos e agregar valor às transações entre as pessoas que a possuem. Além disso, citou ainda o diferencial de criar consenso sem a necessidade de um ator central.  Essa última característica, com a liberdade das pessoas fazerem suas transações sem qualquer intermediário, foi definida como "uma evolução profunda do contrato social". E exemplificou com situações comuns a várias pessoas: "A consequência desse novo sistema permite que os agentes econômicos descubram o potencial de novos tipos de ativos, sejam eles títulos de terra digitalizados, sistemas de crédito para consumo de música, fluxos de pagamento entre dispositivos da Internet das Coisas, dados do usuário na internet ou até elétrons." Em seguida, ele também falou da importância da blockchain, tecnologia que suporte as criptomoedas. Dos atributos, destacou que a tecnologia pode contribuir em vários aspectos. Alguns, talvez até pouco explorados.  Como por exemplo, das às pessoas deslocadas ou refugiados a capacidade de manter uma identidade. Dessa forma, a tecnologia armazenaria e apresentaria documentos em outros países para que esses refugiados pudessem garantir sua subsistência econômica. 

Plataformas abertas em rede - distribuição de riqueza

Falando em economia, ele também falou sobre a vantagem da criptomoeda em fazer com que a rriqueza ser distribuída uniformemente. Essa possibilidade acontece através das redes descentralizadas. Pensando nesse atributo, as pessoas mais impactadas seriam aquelas que vivem nos países com maior desigualdade social.  "Sistemas integrados convidam à criação de uma rede maior.  Onde o potencial para aumentar o capital aumenta em ordens de magnitude proporcionais ao número de usuários que se conectam a eles. Dar aos países em desenvolvimento acesso a essa tecnologia, portanto, ajudará a elevar todo o sistema, não apenas os não-bancarizados". Por fim,  para Lubin, as plataformas abertas em rede podem ser uma base para as “relações coletivas de bem comum”. Elas podem substituir um sistema adversário formado por corporações e clientes. Contudo, ele enfatiza que para isso acontecer, pode-se ainda levar muito tempo. "Em vez de relacionamentos contraditórios entre corporação e cliente, teremos relacionamentos coletivos de bem comum em plataformas abertas em rede. Levará tempo, sim, mas a aceitação foi rápida. Como a construção contínua de novas redes e modelos de negócios simbólicos na rede Ethereum nos mostrou, talvez não demore tanto tempo para convencer as pessoas desses novos sistemas", finalizou.  

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