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Favelado Investidor visita Mejia e fala como o projeto tem mudado vidas de pessoas na periferia

julho 11, 2019 - 3:23 pm

Quando falamos em investimentos, qual a primeira coisa que vem na sua mente?

  • Isso é coisa de gente rica ou para quem tem muito dinheiro
  • Só investe quem tem tempo pra acompanhar tudo do mercado econômico
  • Investir é pra quem tem estudos e sabe tudo de economia
  • É muito arriscado, posso perder todas minhas economias
  • Investimento para mim é Poupança.

Se você pensou em algum desses itens, temos uma notícia: você não está sozinho. Esses são os principais mitos sobre investimentos que predominam no pensamento e, principalmente na cultura da maior parte dos brasileiros. Esses mitos contribuem para afastar qualquer interesse das pessoas, em especial das menos favorecidas, dos investimentos. 

Mas, nós vamos te contar algo muito animador. Três jovens inquietos perceberam essas barreiras e resolveram criar uma solução para derrubá-las e levar os investimentos para a vida de pessoas comuns. Surge assim o Favelado Investidor. 

O que é o Favelado Investidor?

Na frente da câmera, com linguagem simples e direta, leves toques de humor, e até mesmo algumas gírias populares (por quê não?), Murilo Duarte de 24 anos, desmistifica e simplifica o universo dos investimentos. Falando desde o ponto inicial do controle financeiro que podemos adquirir até como investir na prática. 

Por trás das câmeras, Jhonatan Silva, de 25 anos, comanda a gravação, produção e edição do vídeo que Murilo acabara de apresentar. E, ainda nos bastidores, Vinícius Dias atua na produção de roteiros, na escolha das pautas e tudo mais que vai ser transmitido nos canais do Favelado Investidor. 

A receita é simples. Aliás, foi a simplicidade com foco em levar educação financeira e principalmente estimular as pessoas a  investirem e transformar o investimento em um hábito que fez esses jovens saírem do anonimato e ganhar as telas e páginas dos principais canais de tevê e sites, como Rede Globo e Exame. 

Com exclusividade, a Mejia Investments e a Ucoinvest Brasil receberam esses três expoentes da educação financeira no país. Em um bate-papo super descontraído, eles compartilharam com a gente todo esse momento que estão atravessando, o que os motivou, tudo o que já estão colhendo, os impactos que já estão desempenhando na periferia e também os planos para o futuro.

O encontro se deu em um café da manhã, no escritório da Mejia Investments, em Pinheiros. Ao término do bate-papo nossa equipe presenteou o trio com o livro Blockchain e Organizações descentralizadas, do autor João Lyra. Enquanto que, os traders da Mejia Investments, Kauê Paiva e José Mejia concederam um curso exclusivo de Trading na Bolsa de Valores aos jovens, para eles aprimorarem os conhecimentos na modalidade.

Confira a entrevista na íntegra e conheça muito mais do trabalho do Favelado Investidor.

Perfil dos criadores do Favelado Investidor

Murilo tem 24 anos e mora do Jardim João XXIII, Zona Oeste de São Paulo. É formado em Ciências Contábeis.

Vinícius, tem 22 anos, também mora no Jardim João XXIII e conhece Murilo desde a infância. Estudaram juntos e se formaram na mesma faculdade.

Ambos conheceram Jhonatan, de 25 anos, residente da Zona Norte. O encontro entre os três se deu através da empresa onde os três trabalham juntos como auditores.

Por terem origens e objetivos semelhantes, decidiram criar o canal Favelado Investidor, para começar a disseminar a educação financeira.

A ideia inicial do canal partiu de quem? 

Murilo: Cada um tinha a sua vontade de passar esse conhecimento e também aprender, mas a ideia de criar o canal veio dos três. “Vamos criar um canal no Youtube, onde a gente vai ser o exemplo da comunidade, pois viemos do mesmo lugar, estamos investindo, mesmo que seja pouco, porque a longo prazo, esse patrimônio pode render”.

Houve algum motivo em especial que estimulou vocês a criarem o canal? 

Jhonatan: Bom, percebemos que o grupo estava ficando pequeno. Nossa conversa se resumia a nós três, no trabalho. Depois começamos a envolver mais uma pessoa para se juntar às nossas conversas. Quando percebemos, a gerência do trabalho também já estava envolvida, discutindo sobre ações e tudo mais. Aí foi quando a gente viu que conseguíamos conversar com muita gente e mesmo eles não sabendo tanto sobre o assunto, entendiam o que a gente falava. Foi aí que pensamos: por que a gente não passa esse conhecimento à diante? Decidimos pegar um fim de semana e gravar alguma coisa. O Vinícius e o Murilo foram para a minha casa, levaram os livros que eles já leram sobre o assunto. Logo no primeiro vídeo, que falamos sobre os livros, já começamos a pensar em um roteiro. Organizamos a estrutura dos assuntos e começamos a gravar.

Vocês foram na Globo, Band, na TV Cultura, Exame, Infomoney... Quem os descobriu?

FI: Tiago Salomão [analista da Rico].

Murilo: Ele começou a seguir nosso perfil no Instagram porque gostou muito. Desde então, sempre conversávamos com ele, que nos dava várias dicas, por exemplo, “falem sobre determinado assunto,  alimentem o Instagram com mais conteúdo, a ideia de vocês é legal e foi aí que ele nos convidou a participar dos bastidores do Stock Pickers [podcast da Infomoney, comandando pelo Thiago Salomão]. Justamente quando estávamos trabalhando na nossa série sobre Renda Variável e queríamos abordar um pouco mais sobre Small Caps, área em que o Salomão é expert, surgiu a ideia de convidá-lo para participar de um vídeo conosco. Ele topou na hora e foi aí que se deu nossa visita. E ainda acabamos participando do podcast, nos minutos finais.

Desde então, o Thiago vem nos apoiando e incentivando, e os seguidores dele acabam nos divulgando também e compartilhando nossas postagens. O Roxo [Luiz Fernando Roxo], também acabou nos conhecendo através do Salomão, que fez essa ponte. Em seguida seguiu o convite da Exame. Perguntamos como eles ficaram nos conhecendo, e a resposta foi o podcast do Thiago Salomão.

Vocês esperavam toda essa repercussão?

Murilo: Agora não, mas a longo prazo sim. Pois a gente foca em crescer o canal, atingir o máximo de pessoas possíveis, mas não em três meses. O primeiro vídeo saiu em 23 de março. Começamos sem preocupação estética. Gravamos sempre na casa do Jhonatan, pois como ele é o editor dos vídeos, fica mais fácil.

A gente começou a gravar com poucos recursos. A gente usava um puff, que servia de apoio para um tripé, desses que vende no metrô e um celular. Para vocês terem uma noção, no começo, o Vinícius ficava segurando o puf para o celular não ficar torto. A cadeira onde eu sentava fazia muito barulho e não podia me mexer para o áudio não captar os ruídos [risos]. No começo eu ficava muito tímido em frente à câmera, mas hoje já fico mais solto. Aí aos poucos começamos a investir em algumas coisas. Fomos na Santa Ifigênia comprar um tripé decente, sempre buscando um desconto nos produtos. Depois compramos um microfone de lapela, para melhorar o áudio e agora estamos pensando em comprar uma câmera, para trazer mais qualidade de imagem para o canal e consequentemente enriquecer o nosso conteúdo. Compramos também um ponto de luz melhor.

O que mudou na vida de cada um de vocês?

Murilo: Além de eu ver que estou ajudando muitas pessoas, não só as mais próximas, mas de todas as regiões do Brasil, o que me traz um sentimento de realização, estou me cobrando mais, a sempre aprender mais, para passar um conteúdo complexo, de uma forma mais simples, o que acredito ser o nosso diferencial. Como por exemplo o IPCA, que a gente exemplifica para inflação. Até nas minhas tomadas de decisões sobre os meus investimentos, conforme eu vou aprendendo, o canal tem me ajudado.

Vinícius: O principal é a questão da realização, de estar fazendo algo que está dentro do nosso propósito, além de compartilhar esse conhecimento com as pessoas, que no nosso país, é de extrema importância. A gente sabe que muitas pessoas de classe mais baixa não têm a oportunidade de ter acesso a esse tipo de conhecimento. Até mesmo na faculdade, percebemos que muitas pessoas com recursos, estão alheias à questão da educação financeira.

Tivemos a oportunidade de dar palestras na faculdade e muita gente não sabia como investir, como guardar dinheiro. Portanto, não é só as pessoas da comunidade que não sabem, no Brasil como um todo a maioria da população não sabe o que é educação financeira. Isso deveria ser uma pauta do ensino fundamental e médio, mas infelizmente não é a realidade. O nosso canal mostra que é possível aprender e compartilhar esse conhecimento é extremamente importante. Isso muda nossos hábitos, nossas responsabilidades, nossa motivação. A visão da nossa família mudou também. Eles falam que o que estamos fazendo, ninguém tem coragem de fazer, que estamos agindo.

O que vocês já veem de mudança na vida das pessoas que acompanham vocês?

Jhonatan: Bom, um dos exemplos veio dentro da minha casa. A minha mãe, antigamente, quando recebia o salário, sempre colocava uma parte na poupança e deixava lá. No aniversário dela, eu resolvi presenteá-la com umas ações. Ofereci cinco empresas para ela escolher uma, e disse que quando chegasse o dia do aniversário dela, a gente abriria juntos uma conta em uma corretora e eu faria o primeiro aporte dela. Mas pedi a ela que me desse um motivo consistente do critério de escolha.

Ela começou a me dar motivos rasos sobre a escolha da empresa, cada dia um motivo diferente e uma empresa diferente. Isso aconteceu durante 1 semana e eu ainda não estava convencido. Quando chegou o fim de semana do aniversário dela, ela, enfim, me deu um motivo bastante convincente sobre a escolha, sentamos juntos, ensinei como ela iria proceder e foi assim que ela começou a investir. Hoje ela me liga falando sobre as ações que ela compra ou vende. Isso mostra como ela mudou o comportamento dela e não foi por minha causa, foi por conta do canal. 

Murilo: Na minha casa, por exemplo, já estou ensinando o Tesouro Direto para a minha avó e para a minha mãe. Um amigo nosso da faculdade também tem mudado os hábitos por causa das nossas dicas. Ele já deixou de investir na poupança e como tem um perfil mais conservador, já está investindo no Tesouro também. Isso que é o legal da coisa. A gente muda o comportamento das pessoas próximas e elas mudam o de outras pessoas.

Qual é a visão que vocês têm sobre a aplicação da educação financeira nas escolas?

Vinícius: Acredito que a educação financeira é algo necessário para a vida pessoal do aluno. Todo mundo vai querer trabalhar, ter seu dinheiro, pagar suas contas, investir – ou não. Se a educação financeira fosse aplicada nas escolas desde cedo, talvez seria um fator que evitaria as pessoas a fazerem dívidas, talvez as conscientizassem a guardar dinheiro para a aposentadoria.

A gente gosta muito da ideia de que não temos que depender do governo, nós temos que fazer a nossa própria caminhada, acordar cedo, trabalhar... e a educação financeira na escola vai levar os alunos a ter noção do dinheiro, porque aqui no Brasil parece que tem um certo preconceito com o dinheiro. As vezes quando se fala em dinheiro, ou as pessoas têm uma visão de que você é mesquinho ou ganancioso e isso não pode ser um tabu, deveria ser algo comum. Hoje apenas 1% da população brasileira investe na Bolsa, se você olhar os Estados Unidos, essa porcentagem sobe para 70%. 

E qual a visão de vocês sobre esse tema?

Jhonatan: A primeira escola vai ser nossa casa. Por exemplo, eu não tive uma educação financeira propriamente dita pelos meus pais. Eles sempre me proporcionaram tudo. Se eu precisasse de um livro, eles me davam. Se eu precisasse fazer um curso, eles iriam ver se existia o mesmo curso gratuito, se fosse a mesma coisa do curso particular, eu faria o gratuito, se não, eles iriam atrás. Sempre tem aquele papo de que o inglês é essencial para abrir portas e meus pais sempre batiam nessa tecla. Da minha parte, minha família começou a dar um suporte nesse sentido.

Então a questão financeira também deve vir dos pais, assim como essa questão cultural de que “ah, você precisa fazer inglês, precisa ser formado na faculdade", acredito que com a educação financeira precisa ter esse mesmo pensamento. Se o seu pai coloca na sua cabeça que você precisa ter uma formação acadêmica para ser alguém, acho que ele também deveria incentivar você a ter uma educação financeira para você ser alguém. Então, isso deveria vir desde cedo, dos pais se conscientizarem para passar isso para os filhos. Esse não é o objetivo da escola, não devemos esperar por ela. Se você conseguir seguir nosso exemplo de começar primeiro mudando a sua casa, para depois mudar as pessoas, isso vai funcionar muito bem.

Vinícius: Nós nunca iremos falar para que as pessoas façam uma faculdade para ser alguém, você pode ser alguém sem faculdade, mas a educação financeira, independente de qualquer formação acadêmica, é necessário ter.

E sobre a Poupança, vocês a veem como um investimento?

Murilo: Não. Ao meu ver não é. Os bancos vendem isso como investimento, que você só consegue ter a rentabilidade seguindo a inflação, durante os 30 dias. Só que essa rentabilidade, muitas vezes está abaixo da inflação. Então, eu não considero isso como um investimento, mesmo com o dinheiro sendo multiplicado, você ainda perde dinheiro por causa da inflação. Na verdade, fica zero igual a zero. Você está investindo 1 para virar 2, mas no final acaba sendo o mesmo valor, ou até mesmo inferior.

Infelizmente os bancos se aproveitam da ignorância de muitas pessoas, usando a segurança como discurso, porém, não é rentável. Dessa forma, quando a pessoa aplica na poupança o seu dinheiro suado, fez muito sacrifício para conseguir poupar e colocar na poupança, R$ 100,00, R$ 200,00 e depois de 2 ou 3 anos ela percebe que não rendeu nada, é normal ela ficar frustrada e perceber que não vale a pena. E aí ela retira o dinheiro e começa a gastar, já que não fez diferença “investir” na poupança. Essa pessoa não sabe que existem muitos produtos, tão seguros quanto, que possuem o dobro da rentabilidade da poupança. E é exatamente o ponto em que atuamos, mostrando o conhecimento para todos.

Jhonatan: Ou a pessoa não vê rentabilidade, mas vê segurança e aí vê a poupança como forma de investimento.  Ou ela pega a outra ponta: sem segurança e muita rentabilidade, com o pensamento de aplicar o dinheiro hoje com a promessa de rendimento de 30% ao mês. Das duas formas ela acaba perdendo.

Nosso papel é trabalhar no meio disso. Mostrar onde tem segurança e rentabilidade, de forma a incentivá-las a com os tipos de investimentos que abordamos, mostrando também que, às vezes, ter prejuízo é normal. A decepção é normal, faz parte, por vezes a pessoa pode ficar decepcionada por não ter começado a investir antes, por não ter comprado mais ou por não ter vendido antes. Sempre estaremos decepcionados com alguma coisa. 

Agora quais são os próximos passos do canal Favelado Investidor?

Murilo: Primeiro pensamos em fazer o número de inscritos e também de visualizações crescer bastante. E pensamos em conseguir isso passando informações que as pessoas precisam, usando nossa maior fonte que é o grupo de Whatsapp que temos, onde percebemos a necessidade de cada um. Nosso último vídeo, por exemplo, veio de uma dúvida desse grupo. Uma pessoa sabia o que era uma corretora, mas não sabia qual escolher. Foi onde comparamos várias corretoras, mostrando as taxas e serviços oferecidos por elas.

Estamos buscando também conteúdos que até podemos chamar de “inovador”, pois não encontramos isso em outros canais, além de continuar transmitindo esse conhecimento de forma clara, não perdendo nossa identidade e que as pessoas consigam compreender. Consequente, isso irá nos trazer novos inscritos no Canal do Youtube e também em nosso perfil no Instagram.

O principal disso tudo, posso dizer, que é como as pessoas nos veem: um exemplo que veio da favela. Com qual frequência as pessoas veem isso? Isso faz toda a diferença, onde os maiores players do mercado não conseguem chegar, não sabem dialogar com essas pessoas.

Exemplo disso?

Uma vizinha me viu numa reportagem e não tinha ideia do meu conhecimento sobre o mercado e me abordou perguntando quanto eu cobro para ensiná-la. Respondi que não cobro nada. Mesmo muito ocupado com meu trabalho e com o canal, pedi que ela entrasse em nosso grupo do Whatsapp, porque as pessoas de lá se ajudam bastante. 

É bonito ver como essas pessoas têm a paciência e carregam no DNA a vontade de ajudar a próximo. Percebemos também que outra forma que faz o canal crescer é a propaganda boca a boca. A gente não fica pedindo para as pessoas se inscreverem, dar like, etc. A indicação faz a diferença.

[caption id="attachment_8341" align="aligncenter" width="750"] Da esquerda para direita: Jhonatan, Vinicius e Murilo falam sobre o canal Favelado Investidor. Foto: Gabriel Calixto - Ucoinvest[/caption]

A longo prazo, quais são os planos de vocês para o canal?

Murilo: Pretendemos ter 100 mil inscritos em aproximadamente três anos e  1 milhão em cinco anos. E continuar tendo essa proximidade com as pessoas que nos abordam nas redes.

Jhonatan: Futuramente, a gente sabe que não será tão fácil assim responder a todas as perguntas como fazemos, um a um, mas iremos buscar outras ferramentas. Já estamos pensando em maneiras de fazer isso funcionar de uma forma que todos consigam sanar as suas dúvidas. O Favelado Investidor tem sua própria identidade. Nem todo mundo no grupo do Whatsapp sabe que somos três pessoas por trás do canal. Algumas acham que é só o Murilo, por exemplo. A ideia é que todo mundo seja um Favelado Investidor. Quem entra nesse grupo, às vezes, já se sente parte e começa a tirar dúvidas, responder as pessoas. Esse é o foco. Ao longo prazo, as pessoas que fizerem parte do grupo vão entender que elas também são as disseminadoras de conhecimento, não só no grupo, mas na vida.

Vinícius: A ideia é que a longo prazo as pessoas se tornem propagadoras do nosso projeto.

Como vocês escolhem os assuntos dos vídeos?

Vinícius: No começo, fizemos um cronograma, uma espécie de passo a passo. Mas hoje, como o grupo do Whatsapp, sempre recebemos muitos temas bacanas e a gente acaba aderindo a esse conteúdo para passar para as pessoas. É muito bom seguir o nosso cronograma, porque ele faz muito sentido, mas é melhor ainda complementar com o que as pessoas precisam receber de imediato.

E falando sobre os vídeos, o canal ainda não tem patrocínio, né?

Murilo: Não, nenhum. As vezes citamos algumas empresas, mas deixamos claro que não são nossos patrocinadores. Nossa divulgação tem sido na raça mesmo. 

Como surgiu a ideia de criar um canal de comunicação no Whatsapp?

Jhonatan: A gente recebia muita pergunta no Instagram, nos comentários dos vídeos e resolvemos centralizar essas dúvidas em um único lugar. Mesmo respondendo as perguntas nesses canais, achamos válido também para que as pessoas consigam interagir com as outras. É muito mais pessoal também ter essa interação com quem está ali, nos vídeos. Deixa mais humano, menos mecânico.

E hoje, quantas pessoas têm no grupo do Whatsapp?

Vinícius: 257 pessoas até o momento.

Vocês conseguem saber o número de pessoas que começaram a investir após ver os seus vídeos?

Murilo: Não dá para mensurar. Mas algumas pessoas quando entram em contato, geralmente falam que começaram algum investimento após tomar conhecimento do canal, outras a gente percebe que já têm um conhecimento de investimento, dependendo do tipo de conversa.

Qual o passo a passo básico de vocês para quem lhes pergunta como começar a investir?

Jhonatan: Primeiro a gente pergunta qual a situação financeira da pessoa. 

Murilo: Perguntamos se a pessoa tem alguma dívida e se ela consegue quitar antes e sobre algum dinheiro, se trabalha, se tem renda extra. 

Jhonatan: Tentamos identificar a fase em que a pessoa se encontra. Perguntamos também se ela tem uma reserva. Se esse dinheiro guardado será necessário para a pessoa no momento, porque se for, isso é sinal de uma dívida que ela não tem nesse momento, mas já é uma provisão de uma dívida. Perguntamos também qual o plano da pessoa em relação ao dinheiro.

Vinícius: Se você aplicar, por exemplo, R$ 500,00 no Tesouro e precisar retirar na semana seguinte, você irá pagar IOF, tem a taxa da Bolsa, ou seja, não terá quase rendimento.

Para vocês, quais fatores que levam as pessoas a terem medo de começar a investir?

Jhonatan: Acredito que seja o contrário da definição de investimento. As pessoas acham que o que sobra no fim do mês é o que é o necessário para começar a investir. Já fizemos um vídeo sobre reserva, mas percebemos que iremos ter que abordar esse assunto novamente. Ensinar que não é “pegar o que sobrou e começar a investir”. É preciso criar um hábito para isso. Saber o quanto você consegue guardar, um percentual de toda a renda e todo o mês designar esse percentual para o seu investimento. Se a sua renda aumentar, consequentemente o percentual também irá. Se você criar esse hábito, sempre terá um investimento e sempre estará investimento em você mesmo. É necessário ter disciplina.

Quais são as pessoas que inspiram vocês no mundo dos investimentos?

Vinícius: Henrique Breda (Alaska Black), porque o conteúdo que ele passa é sensacional. Thiago Salomão (analista da Rico) também, pois é uma referência em small caps no Brasil. E há também empreendedores que são exemplos, como o Flávio Augusto (empresário e escritor) e Alexandre Costa (Cacau Show). São pessoas que começaram de baixo.

Murilo: Thiago Nigro (Primo Rico), Nathalia Arcuri (do canal Me Poupe!), Thiago Salomão, Flávio Augusto, Geraldo Rufino (fundador da JR Diesel), que inclusive já morou perto da minha casa e o Rony Meisler (Reserva).

Quais são os livros de cabeceira de vocês?

Murilo: Pensa e Enriqueça, do Napoleon Hill, Geração de Valor, do Flávio Augusto, as três edições e O Milagre da Manhã, do Hal Elrod, que mudou minha vida completamente.

Vinícius: Pai Rico, Pai Pobre, de Robert Kiyosaki e Sharon Lechter, um que eu li recentemente muito bom é o Scrum: a arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo, de Jeff Sutherland e Os Segredos da mente Milionária, de T. Harv Eke.

Jhonatan: Mais Esperto que o Diabo, de Napoleon Hill, O Poder do Hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios, de Charles Duhigg, O Manual da Análise Técnica, do Marcos Abe, Fique Rico Operando Opções, do Lee Lowell e o Comprando Ações E Vendendo Opções, do Luíz Fernando Roxo.

Por fim, qual o conselho vocês dariam para quem está pensando em começar a investir?

Murilo: Comece o quanto antes, identifique sua fase e pense sempre a longo prazo.

Quer conhecer mais sobre o serviço e acompanhar os conteúdos do Favelado Investidor? Confira as redes sociais do projeto:

Youtube: Canal Favelado Investidor Facebook: Página Favelado Investidor Instagram: Página Favelado Investidor WhatsApp: Grupo Favelado Investidor

Por: Alex Matos e Van Martins, da Ucoinvest Brasil

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