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Lojas da Calvin Klein no Brasil passam a aceitar Bitcoin como pagamento

dezembro 13, 2018 - 11:03 am

Parece que cada vez mais estabelecimentos estão voltando os olhos para as criptomoedas no Brasil. A grife norte-americana Calvin Klein fez o anúncio através de sua nova campanha de Natal na revista Vogue.

A publicidade traz Millie Bobby Brown, estrela da série original da Netflix, Stranger Things, como garota propaganda. Mas o que chamou mesmo atenção foi o trecho que diz que quatro, de suas 105 lojas instaladas no Brasil, sendo 37 só em São Paulo, irão aceitar Bitcoins como forma de pagamento de seus produtos.

Essa ação é resultado de uma parceria estabelecida entre a marca, a exchange brasileira Foxbit e o aplicativo Cloudewalk. Para efetuar o pagamento em Bitcoin, é utilizado um método bem comum e conhecido. Basta escanear um QR Code. Contudo, os endereços das lojas cadastradas estão localizados em regiões nobres da capital paulista: na Rua Oscar Freire, e nos shoppings Iguatemi, Morumbi e JK Iguatemi.

Novidade, mas nem tanto

A Calvin Klein é a primeira grande loja de grife que passa a adotar o Bitcoin como forma de pagamento no Brasil. Mas existem outras empresas que também aceitam a criptomoeda no país. É o caso da Tecnisa, que aceita Bitcoin para o pagamento da entrada dos seus empreendimentos imobiliários desde 2014. Entretanto, as primeiras vendas aconteceram somente em dezembro do ano passado. "Em janeiro fizemos novas vendas com Bitcoin", revela Gustavo Reis, gerente de marketing, sem divulgar os valores.

O Grupo Reserva começou a aceitar o Bitcoin em seus e-commerces no início desse ano. Aliás, nas primeiras 24 horas, houve muita procura pelos produtos da marca. Isso resultou em 100 compras aprovadas com Bitcoin, como afirma Rodrigo Berutti, gerente da empresa. "Os preços são em Reais, mas o cliente sinaliza se vai pagar com a moeda digital. A inovação faz parte da filosofia da grife", completa.

Até mesmo a dupla sertaneja João Bosco e Vinícius, começou a aceitar a criptomoeda no final de 2017 para a contratação de seus shows. "Depois da divulgação deste plano, já tivemos algumas consultas", afirma Luiz Montoya, empresário da dupla.

O mercado ainda está se adequando à essa nova tecnologia e ainda oferece uma certa resistência quando o assunto é criptomoeda. Mas é apenas uma questão de tempo para que isso vire uma realidade junto aos métodos de pagamento tradicionais. Ou seja, em um futuro não muito distante, o Bitcoin e outras criptos estarão inseridos em nosso cotidiano.

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