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Negociações P2P na América Latina conquistam crescimento recorde

dezembro 13, 2018 - 11:35 am
A compra e venda de criptomoedas de pessoa a pessoa, as chamadas negociações P2P, está se tornando cada vez mais frequente pelo continente latino-americano. Tanto que, na semana passada, a America Latina cravou indicadores recordes nessa modalidade. Isso é o que indica um recente levantamento da Localbitcoins. A plataforma P2P revelou que, segundos seus dados apurados, as negociações P2P no território bateram recordes de volume de negócios. Nesse feito, a Argentina e a Venezuela figuram como os países que elevaram suas transações de Bitcoin entre pessoas.  O estudo realizado foi baseado com o fechamento da semana anterior, ou seja, no último dia 08. Além dos venezuelanos e argentinos, os chilenos e colombianos também elevaram suas negociações a números nunca atingidos.

Argentina e Venezuela lideram em negociações P2P

A Argentina obteve o maior destaque entre todos os países. Por lá, as negociações P2P dos hermanos alcançaram mais de 9,4 milhões de pesos argentinos. Este é o melhor resultado das transações de ponto a ponto do país. Além disso, houve ainda um forte aumento no número de Bitcoins negociados. Ao todo foram 65 BTC's. Em outras palavras, essa quantia foi a maior já registrada em uma semana, desde março do ano passado. A Venezuela também estabeleceu um novo recorde em volume. Porém, este já é o terceiro, pela terceira semana consecutiva. Dessa vez, atingiu 3,2 bilhões de bolívares venezuelanos. Além disso, o terceiro recorde seguido cravou 1.636 BTC's negociados. Em outubro passado, a Venezuela já havia registrado alta de todos os tempos. Contudo, nas últimas três semanas, os volumes das transações entre pessoas estão melhorando cada vez mais. O reflexo disso mostra que em menos de um mês, o crescimento do volume de negócios de Bitcoin na Venezuela já avançou para 37%. 

Cenário positivo também na Colômbia e no Peru

Colômbia e Peru também ilustraram a pesquisa. Na Colômbia, ao todo, 660 BTC foram trocados por pesos colombianos. Esse desempenho também é o maior já registrado no país. No mesmo período, também foi desempenhada a quinta semana mais forte quando se mediu em moeda fiduciária. Nesse caso, foram negociados cerca de 7,1 bilhões de pesos colombianos.  Enquanto isso, o Peru também registrou um novo recorde para o número de BTC negociados. Segundo a Localbitcoins, na última semana, foram transacionados 213 BTC. Esse dado representa o oitavo mais forte em registro ao medir em moeda fiat, com aproximadamente 2.68 milhão de soles peruanos em negociação.

Chile e México registram volume forte

Já no Chile, a semana foi a sexta mais forte já registrada nas suas negociações P2P. Nesse caso, foram 196,4 milhões de pesos chilenos negociados em BTC entre as pessoas. Aliás, a semana também registrou a quarta mais forte registrada ao medir em criptomoeda. Ao todo foram 69 BTCs negociados. O mesmo crescimento ainda foi visto no México, que obteve a décima semana mais forte já registrada para o comércio entre BTC e pesos mexicanos. Além disso, o período também foi o mais forte desde maio de 2017, com 99 BTC's negociados.

Alternativa à inflação e crise econômica 

Em vista desse crescimento, a explicação mais plausível está na baixa do mercado cripto. Ou seja, conforme o preço do Bitcoin segue se mantendo em queda, mais compradores estão comprando-o. Contudo, não apenas isso explica os recordes obtidos pela Argentina e pela Venezuela. É importante destacar que essas regiões não veem o interesse cripto crescer voluntariamente. Muito pelo contrário, motivos que passam por situações críticas, como as atuais crises econômicas e descontrole das inflações estão diretamente relacionados. Afinal, em meio a esses problemas enfrentados, a população tem visto os ativos digitais como uma alternativa não para obter lucros rápidos, mas sim uma opção para protegerem seus dinheiros da hiperinflação. Em um breve contexto, na Venezuela, a moeda nacional caiu cerca de 95% e, somente neste ano, a inflação cresceu quase 200.000%. E o dado alarmante não para por aí. A estimativa para o fechamento de 2018 é que esse número alcance o percentual de um milhão. Essa previsão foi apresentada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A Argentina não apresenta uma situação econômica tão apavorante quanto a Venezuela. Contudo, o crescimento da inflação deve atingir 40% até o final deste ano. Enquanto isso, a moeda local já obteve uma desvalorização em mais de 50%, somente neste ano.

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