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O que é Verge?

abril 25, 2018 - 9:10 am
Com transações rápidas e parceiros tecnológicos como o TOR, a criptomoeda Verge aposta na privacidade absoluta de seus usuários. 

Verge: 100% open source

Criada em 2014, a partir da tecnologia do Bitcoin, a Verge originalmente se chamava DogeCoinDark. O novo nome surgiu apenas em 2016. O que não mudou nesse período foi a essência e a intenção inicial. Fruto de um projeto 100% open source, ou seja, sem administração centralizada, a Verge não entrou em circulação a partir de um montante de unidades pré-mineradas. Todas as unidades de Verge (XVG) foram mineradas por usuários. Inclusive, mineração esta de princípio Proof of Work, e que possui função multialgoritma, característica rara em grandes criptomoedas.  A Verge também manteve se fiel ao propósito de ser uma criptomoeda que garanta o direito ao anonimato de seus clientes. Para tal, foi desenvolvido um sistema que utiliza o TOR, roteador que esconde o IP de computadores na internet, integrado à rede Blockchain da Verge.

Tecnologias chave

A funcionalidade desenvolvida pela equipe técnica da Verge, formada exclusivamente por membros de sua comunidade aberta, consiste na integração de tecnologias distintas à sua rede Blockchain. Além do TOR, que esconde o IP de aparelhos, é também utilizado o I2P, um aplicativo que por sua vez protege os dados da própria Verge. A Verge também dispõe do sistema Atomic Swap, que permite transações peer-to-peer entre Blockchains separados. Outra funcionalidade é o sistema SPV, que verifica e confirma pagamentos em questão de segundos. A grande tecnologia que se destaca, no entanto, é o Wraith Protocol. Para entender sua importância, vale lembrar antes o fundamento que permite que as transações de criptomoedas sejam confiáveis.

Wraith Protocol e o anonimato de transações

A exemplo do que ocorre nas transações tradicionais, as transações de criptomoedas também precisam de um registro contábil. Enquanto para moedas impressas contadores utilizavam livros de registro, ou livros-razão, para registrar as movimentações de valores, as criptomoedas, como o Bitcoin, utilizam o Blockchain. Por sua vez, o Blockchain funciona como um livro público, onde todas as transações já realizadas podem ser consultadas. Isso garante a legitimidade das transações. Em contrapartida, esses registro possibilita que espiões ou hackers rastreiem usuários e tentem causar prejuízos, como extorsões, desvios e roubo de dados. Amparada por suas tecnologias de anonimato, a Verge criou o Wraith Protocol. Na prática, o Wraith Protocol funciona como uma aba de anonimato no seu navegador para internet. Quando acionado, o Wraith Protocol registra de forma privada transações de Verges, ao invés de registrar os dados publicamente. Desta forma, não só os nomes verdadeiros dos clientes são ocultados, como também os códigos de usuário de remetentes e receptores e a geolocalização. Assim, esse anonimato completo representaria o ápice de descentralização e liberdade financeira possibilitado pelas criptomoedas.

Indústria pornográfica

O sigilo viabilizado pela criptomoeda atraiu a atenção de uma poderosa indústria, igualmente comprometida com a discrição de seus clientes. Em Abril de 2018, a Verge anunciou uma parceria com a MindGeek, gigante da indústria da pronografia. Desde de então, o Pornhub, maior portal de pornografia do mundo, passou a aceitar a Verge como forma de pagamento. Igualmente, a plataforma Brazzers, de propriedade da MindGeek, também se tornou parceira. Vale ressaltar que este acordo representa uma das maiores incorporações de criptomoeda por grandes conglomerados já realizadas.

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