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Aprenda o que são Stablecoins – as criptomoedas estáveis

setembro 14, 2018 - 5:25 pm
Uma criptomoeda ideal é estável em seu poder de compra ou é, no mínimo, ligeiramente inflacionária, a ponto de incentivar os proprietários a gastar suas moedas em vez de segurá-las. Essa criptomoeda ideal é também conhecida como “stablecoin”. Em sua forma mais simplista, os stablecoins são criptomoedas com preços estáveis ​​medidos em moeda fiduciária. Na maior parte do mundo, não existe uma forma estável de dinheiro. Especialmente em casos de hiperinflação, como acontece atualmente na Venezuela. Mesmo as moedas fiduciárias, como o dólar americano e o euro, estão sujeitas a taxas de câmbio instáveis e inflação. No entanto, essas flutuações são tão pequenas que podemos usar essas moedas no dia a dia. Essas flutuações são amplificadas no ecossistema das criptomoedas, sujeitas à volatilidade massiva, tornando-as atraentes para os especuladores e impraticáveis ​​para uso corrente. Um stablecoin perfeitamente projetado é o segredo para alcançar todas as três propriedades essenciais de uma moeda. - Meio de troca (capacidade de negociar bens e serviços sem barganha). - Armazenamento de valor (meios de manter a riqueza ao longo do tempo). - Unidade de conta (unidade de medida para definir e comparar valores de mercado). Nomes proeminentes e startups estão investindo em projetos com stablecoin. Por exemplo, os irmãos Winklevoss, que já são pioneiros no investimento em criptomoedas, anunciaram recentemente o lançamento do dólar Gemini, um stablecoin projetado para sua plataforma de negociação Gemini. A gigante de tecnologia IBM Corp. também entrou no mercado em parceria com a blockchain da Stellar Emissão Uma stablecoin tradicional é apoiada por uma reserva que corresponde às moedas em circulação. A garantia pode ser moeda fiduciária, uma criptomoeda ou outro ativo como o ouro. Em teoria, um stablecoin permanecerá constante no preço, pois é a representação de uma quantidade conhecida de um ativo. Stablecoins são normalmente emitidos por uma autoridade central ou por uma Organização Autônoma Descentralizada. A autoridade central emite novas moedas com base nas garantias fornecidas, permitindo que mais entrem em circulação se a reserva crescer. As stablecoins são o contrário de criptomoedas convencionais, porque elas não têm um fornecimento limitado. Em vez disso, são negociadas ​​com base nas condições do mercado e da economia. Elas também são apoiadas por garantias para proteger os investidores de uma queda nos mercados. 

Tipos de Stablecoins

Stablecoins com garantia fiduciária

A maneira mais direta de criar uma moeda estável é através de stablecoins com garantia fiduciária. Assim, certa quantidade de moeda fiduciária é depositada como garantia e as moedas são emitidas 1: 1 contra esse dinheiro fiduciário. Embora este método seja simples e robusto, requer uma parte central (custodiante) que garanta a emissão e restituição da stablecoin. 

Stablecoins com cripto-colateralizados 

Essas funcionam de forma bastante similar a fiat, com a exceção de que a garantia não é um ativo no “mundo real”, mas sim uma outra criptomoeda. Para compensar a volatilidade dos preços da garantia subjacente, estas moedas está muitas vezes com excesso de garantia.

Stablecoins não colateralizadas 

Esse tipo de stablecoin não é “apoiada” por outra coisa senão a expectativa de que elas irão reter certo valor. Uma solução frequentemente mencionada para stablecoins não colateralizadas é a abordagem das ações de senhoriagem Este conceito baseia-se em contratos inteligentes que expandem e contratam de forma algorítmica a oferta da moeda estável em relação ao preço. Da mesma forma que um banco central faz com as moedas fiduciárias, mas de maneira descentralizada.

Principais Stablecoins

Existem vários projetos trabalhando no processo de inicialização de um stablecoin, e cada um tem suas vantagens e desvantagens. Os stablecoins mais populares são os seguintes: Tether  Tether é um stablecoin, sendo que sua taxa de conversão é de 1 Tether USDT por $ 1 USD. Para cada Tether USDT em circulação, $ 1 USD é adicionado a uma conta de poupança gerida centralmente como garantia.  MakerDAO  MakerDAO é uma organização autônoma descentralizada que está atrelada ao dólar, mas é totalmente apoiada pela Ethereum. Cada “Dai” vale $ 1 USD. A estabilidade é mantida através de um sistema autônomo de contratos inteligentes. Basecoin  A Basecoin também fixou seu preço para US $ 1, mas é um stablecoin não colateralizado. Essa abordagem usa consenso para contratar e expandir o abastecimento de sua moeda. TrueUSD  A TrueUSD está construindo um stablecoin apoiado em USD 100% garantido. Muito parecido com o USD Tether, mas legalmente protegido e auditado de forma transparente. A TrueCoin desenvolveu uma estrutura legal para criptomoedas colateralizadas e tem uma rede crescente de parceiros fiduciários e bancários.

Importância

Para qualquer moeda, a estabilidade é crucial para o comércio de bens e serviços sem o risco de perda de valor para o comprador ou vendedor, como resultado da volatilidade dos preços. Para as criptomoedas, a volatilidade dos preços impede a adoção generalizada de aplicativos criados sobre seus protocolos. Por exemplo, é difícil projetar uma solução descentralizada e segura, se a criptomoeda subjacente mudar significativamente em curtos períodos de tempo. Portanto, a adoção de stablecoins pode estabilizar um ecossistema de criptomoedas voláteis.  Além disso, possibilitam maiores casos de uso no blockchain, pois permitirá que as pessoas façam transações com criptomoedas de maneira prática. Dessa forma proporcionam a estabilidade necessária para funções financeiras, como empréstimos e crédito. Assim, stablecoins distribuídas poderiam ter as mesmas vantagens do Bitcoin, como ser um método de pagamento eletrônico, sem as mesmas taxas de câmbio voláteis. Outro benefício é que os stablecoins podem manter mais dinheiro no universo da criptografia. 

Críticas ao Stablecoin

Críticos desse setor suspeitam que stablecoins com cripto-colateralizadas  estão inevitavelmente fadadas a falhar porque não sobreviveriam a uma crise financeira. Outros duvidam que vincular uma moeda criptografada a uma moeda fiduciária, como o dólar, tem chances de dar certo. Primeiramente, porque o dólar norte-americano não é estável e pode perder o poder de compra através da inflação e da volatilidade nas taxas de câmbio. Além disso, uma criptomoeda totalmente atrelada ao USD acabaria sendo mais um derivativo do USD, o que potencialmente o sujeitaria à lei de curso legal nacional. De acordo com esse raciocínio, um stablecoin real não deve ser estável em relação a uma moeda fiduciária, mas permanecer estável em seu poder de compra. Ainda há perguntas não respondidas sobre as stablecoins. O mais importante refere-se à eficácia de sua economia. Com exceção da Tether, é difícil nomear uma stablecoin que tenha sido testada em condições reais. De acordo com Barry Eichengreen, economista da Universidade da Califórnia, um dos problemas está relacionado com moedas garantidas por ativos múltiplos.  As moedas podem ser forçadas a cobrir um declínio no valor de um ativo (por exemplo, uma queda nos preços do Éter), aumentando o valor de suas participações em outro ativo para sustentar seu preço. O efeito cascata dessa estratégia pode eventualmente resultar em uma corrida ao banco, situação da qual os investidores costumam fugir.  

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